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O TELEMARKETING E SUA EMPRESA!!! - Para empresas que vendem a empresas ou B 2 B - Por Daniel Gustavo C. Coulomb
Hoje, existe uma tendência generalizada no sentido de que o uso correto do telefone representa uma poderosa ferramenta para um sólido aumento nas vendas. É considerado o telefone como a segunda principal ferramenta -atrás apenas das visitas dos vendedores- na prospeção de novos clientes. Nas empresas B 2 B, o uso apropriado e sistemático do telefone é fundamental para diminuir custos, aumentar a eficiência e melhorar os negócios.
Você provavelmente já se perguntou:
SERÁ QUE O TELEMARKETING PODE FAZER ALGO POR MINHA EMPRESA ?
E, também, possivelmente, se respondeu:
MINHA EMPRESA É TÃO DIFERENTE DAS OUTRAS !
Será mesmo? Por que não analisarmos juntos o que o telemarketing fez pelos outros, para verificar se ele é ou não viável em seu próprio negócio "TÃO DIFERENTE" ?
TELEVENDAS OU TELEMARKETING?
Bem, trata-se de conceitos diferentes: "televendas é o uso sistemático e permanente do telefone, para se efetuar vendas diretas, através de ligações emitidas ou recebidas". Imaginemos um diálogo hipotético entre um empresário responsável pela área comercial de uma empresa - que ainda não esteja convencido do que o telemaketing pode fazer por sua companhia - e um profissional da área :
MEU PRODUTO/SERVIÇO É DIFÍCIL DE SER VENDIDO POR TELEFONE; É MUITO TÉCNICO; ATÉ EU PESSOALMENTE JÁ TENTEI. Sabe de uma coisa? Você, em parte, tem razão.
E ENTÃO?
Vejamos agora o que é telemarketing e para que serve: "telemarketing é o uso planificado e sistemático do telefone, como parte de uma estratégia global da área comercial, na concretização de negócios". Aí está onde o telemarketing pode ser fundamental para sua empresa: como apoio às tarefas dos vendedores de campo e inclusive, como ferramenta de vendas diretas.
MAS COMO?
- Hoje em dia, torna-se cada vez mais cara a manutenção de equipes de vendas, em função da rotatividade, treinamento, supervisão, suporte, ajuda de custos, tempo de adaptação, local e instalações de trabalho etc. Devemos pensar que, em muitos casos, o vendedor de campo somente se encontra frente a frente com seus clientes, cerca de 20% de seu tempo total; o restante é consumido em telefonemas, traslados, reuniões, trabalhos administrativos, ineficiência etc. Alguns dos problemas mais graves estão relacionados com a ineficiência do trabalho e a desmotivação, provocadas pelas visitas infrutíferas a "prospects" errados, desqualificados, desconhecidos e, também nos raros casos de visitas a empresas pela ausência da pessoa de contato, ou pior, contatos que não decidem coisa alguma, empresas que jamais poderiam utilizar seu tipo de produto/serviço ou que estão falidas etc. A averiguação dessas informações básicas - qualificação de pessoas físicas e jurídicas, marcação de entrevistas, dados tão importantes que, se conhecidos antecipadamente, aumentariam e muito a motivação e concretização de negócios por parte dos vendedores de campo - pode ser feita por um operador de telemarketing. O operador é o encarregado de procurar entre o cascalho, as pepitas de ouro a serem entregues aos vendedores para que estes, as transformem em jóias ou clientes. A tendência do mercado é de que essa tarefa de checagem de dados iniciais - tão importantes para aumentar o índice das vendas - seja efetuada através de operadores de telemarketing, devidamente treinados, que podem contatar até 20 a 25 pessoas jurídicas em uma jornada de 6 horas, contra 3 a 4 contatos de um vendedor, em 8 horas de trabalho diárias. Se a isso acrescentarmos que o salário de um operador de telemarketing é bem inferior aos ganhos de um vendedor, perceberemos quanto sua empresa pode estar perdendo em eficiência, produtividade e motivação em sua área de vendas.
MAS EU INSISTO: JÁ USEI O TELEFONE PARA VENDER DIRETAMENTE E OS RESULTADOS NÃO FORAM NADA ALENTADORES.
- Uma das grandes dificuldades para o pleno aproveitamento do telefone é a utilização que se faz dele no dia-a-dia, quase sempre incompatível com o papel que possui no telemarketing. Ao pegar o telefone para fazer telemarketing, o operador precisa enxergá-lo de forma diferente daquela a que está acostumado. Agora, o telefone passa a ser uma ferramenta que serve para colocá-lo em contato direto com o mercado, de uma forma objetiva, planejada e organizada. Sem essa diferenciação e constante conscientização, as operações de telemarketing podem se distorcer, passando a se confundir com atividades eventuais de venda por telefone ou FALSO TELEMARKETING/TELEVENDAS e as vendas não acontecem. O TELEMARKETING/TELEVENDAS É OU NÃO É. Não existe telemarketing/televendas "mais ou menos". As atividades esporádicas de contatos por telefone são um falso telemarketing e apresentam as seguintes características:
Uso de listagens ou bases de dados inadequadas. Ausência de um apropriado banco de dados informatizado. Supervisores, vendedores e operadores não qualificados e treinados para tal fim. Não utilização de alguma oferta interessante; Falta de argumentação padronizada e profissional. Ausência de um correto "script" de vendas. Falta de controle de atividades, através de relatórios apropriadas. Falta de supervisão constante. Indisciplina e desorganização. Atuação descontinuada, inconsistente e casual. Atividades múltiplas ou variadas por parte do operador de telemarketing além da atividade principal (gravíssimo erro).
- AH! QUE BOM! AGORA ENTENDO O QUANTO JÁ FIZ DE ERRADO E O QUANTO DEIXEI DE FAZER.
Esse exemplo de diálogo pode ser um caso real na sua empresa. Por que não colocar "mãos à obra" e começar a montar um telemarketing de sucesso? Sua empresa o merece; senão... pergunte ao concorrente ……….!!!!
Até a próxima.
Daniel Gustavo C. Coulomb é engenheiro e consultor comercial de empresas, especializou-se em marketing business to business (B2B). É Diretor da empresa Fix Soluções Comerciais Contatos para consultas, assessoria e sugestões: Tel.: (21) 3511-3704 ; e-mail: daniel@fixconsult.com.br |